google-site-verification=t0RqaUFOILcT8EBxg1NEFiP7WVYlBg00uilQ2klT440 Diocese de Rubiataba

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Rubiataba-Mozarlândia

Em Oração esperamos um novo pastor

24/07/2019

 

Rubiataba, 11 de junho de 2019

 

Caros sacerdotes, meus irmãos no ministério,

Salve Maria, viva Cristo Rei!

 

O Colégio dos Consultores confiou a mim, no último dia 04 de junho, a missão de administrar nossa diocese neste tempo de vacância até a chegada do novo pastor. Peço vossas orações para que possa eu, juntamente com o Colégio dos Consultores, promover a unidade de nossa família diocesana neste tempo de esperança e ansiedade pela chegada do novo bispo.

 

Ao deliberar sobre a vacância da sede episcopal o Cerimonial dos Bispos - dentre outros pontos – dispõem o seguinte:

Vagando a sede episcopal, o Administrador da diocese convidará o clero e o povo a fazer instantes preces, para que seja escolhido o pastor que assuma as necessidades da Igreja. Em todas as igrejas da diocese, celebrar-se-á, pelo menos uma vez, a Missa para a eleição do Bispo. (Cerimonial dos Bispos, 1166).

 

Exorto os amados sacerdotes para que promovam em suas comunidades paroquiais momentos propícios de oração pela escolha do novo bispo. De modo especial:

 

  1. Que se celebre em todas as comunidades a missa “Para eleição do Bispo”, conforme o formulário do Missal Romano (Página 885), preferencialmente nas quintas-feiras, dia em que toda Igreja presta adoração a Jesus Sacramentado;

  2. Que se estimule os fiéis, de modo pessoal e comunitário, a elevarem a Deus preces pela unidade diocesana e para que nos seja providenciado um pastor segundo o coração do Senhor;

  3. Que se reze com o povo de Deus, quando possível, a oração pela eleição do novo bispo:

 

Ó Pai de bondade, nós vos pedimos neste momento que olheis para a nossa Igreja Diocesana de Rubiataba e Mozarlândia que se encontra em oração a espera do seu novo pastor. Dai-nos um Bispo segundo o coração de vosso Divino Filho. Concedei, nós Vos pedimos, a este que nos enviará, os dons necessários para continuar o ministério de Jesus junto à nossa Diocese e o espírito de sabedoria para que possa nos orientar segundo a Vossa Divina Vontade. Dai ao vosso escolhido, o carinho do Bom Pastor; o zelo dos Apóstolos; a humildade de São João Maria Vianney; a compaixão para servir os pobres e necessitados e a sabedoria dos doutores para nos ensinar a doutrina da Igreja. Nós vos pedimos, pela intercessão da Santíssima Virgem Maria, a Senhora da Glória, nossa Mãe, excelsa Padroeira e modelo de discípula. Amém.

 

 

Por fim, peço humildemente as orações de cada um dos irmãos sacerdotes, religiosas, consagrados, membros de comunidades de vida e de todo povo de Deus por mim e pelo Colégio de Consultores. Que a Virgem Maria, Senhora da Glória, nossa excelsa padroeira, interceda por todos nós.

 

Fraternalmente em Cristo Jesus,

 

 

 

Monsenhor Vanildo Fernandes da Mota

Administrador Diocesano de Rubiataba-Mozarlândia

Homilia na abertura do tríduo do Jubileu

13/10/2016

Amados sacerdotes, religiosas, lideranças, Deus seja louvado!!!

A Providencia Santíssima quis que estivéssemos aqui na Diocese de Rubiataba e Mozarlândia para celebrar esse grande louvor de ação de graças pela nossa história de 50 anos de evangelização e formação do Povo de Deus. Sou grato ao Santo Padre Emérito, Papa Bento XVI, por ter me escolhido para o episcopado e me destinado a esta maravilhosa Diocese, minha família e a porção da minha herança espiritual.

O tema deste primeiro dia do nosso Tríduo “A Igreja unida ao seu pastor e reunida pelo Espírito Santo” é de capital importância para nosso crescimento como Igreja, Povo de Deus a caminho do Reino Definitivo.

Na primeira leitura de hoje o Projeto Ezequiel nos lembra o que Deus lhe disse em visão: “como o pastor toma conta do rebanho, assim vou cuidar de minhas ovelhas”. O Pastor de Verdade é o próprio Deus e nós o grande rebanho da Vinha d´Ele.

O Concílio Vaticano no Decreto “Christus Dominus” no. 11, apropriadamente nos ajuda na meditação de hoje ao nos ensinar que a "Diocese é a porção do Povo de Deus, que se confia a um Bispo para que a apascente com a colaboração do presbitério, de tal modo que — unida ao seu pastor e reunida por ele no Espírito Santo por meio do Evangelho e da Eucaristia — constitui uma Igreja particular, na qual está e opera a Igreja de Cristo, una, santa, católica e apostólica". Este é o mistério do amor de Deus em que nós estamos hoje a refletir: o Bispo como pastor duma Igreja particular em que se verifica a unidade católica. Nós, Diocese de Rubiataba e Mozarlândia, somos a Igreja Católica, convocada pela Palavra, nutrida pela Eucaristia, fortalecida pela Caridade e enviada em missão sob a autoridade do seu Bispo.

Esta unidade é efetuada e garantida pelo Evangelho e pela Eucaristia. Na verdade, o Concílio recorda-nos: "Entre os principais encargos dos Bispos ocupa lugar preeminente a pregação do Evangelho" (Const. dogm. Lumen Gentium, 25). 0 Bispo encontra a sua identidade em evangelizar, em ser arauto daquele Evangelho que São Paulo nos garante ser poder de Deus para a salvação de todo o crente (Ram.1,16.). No mais alto nível do nosso ministério de evangelização está a Eucaristia, que nós, com o Concílio, sinceramente reconhecemos como "fonte e coroa de toda a evangelização" (Decreto Presbyterorum Ordinis, 5).

São João Paulo II, falando aos Bispos do Canadá no dia 17 de outubro de 1978, disse: “da palavra de Deus e da sua mais alta promulgação na Eucaristia recebemos nós gozo e vigor para sermos pais, irmãos e amigos dos nossos sacerdotes, que têm o encargo vital de colaborar conosco na comunicação do mistério de Cristo. Oxalá a alegria, que o Evangelho produz nas nossas vidas, contagie o ministério dos nossos sacerdotes e os ajude a compreender quanto necessita deles Cristo na Sua missão salvadora. Junto do túmulo de Pedro estamos também procurando humildemente a graça de corresponder às nossas responsabilidades para com todos os nossos rebanhos com renovada fortaleza e amor pastoral maior ainda. Graças ao Evangelho de Cristo é que nós avaliamos todas as situações pastorais e os problemas, que dizem respeito ao nosso ministério. Unicamente sobre esta base podemos nós construir a Igreja, que é o germe e começo do Reino de Deus na terra e fermento de toda a sociedade. Graças à palavra de Deus encontramos nós energia para promover a justiça, testemunhar o amor, defender o carácter sagrado da vida e proclamar a dignidade da pessoa e do seu destino transcendente. Em suma, com o poder do Evangelho partimos nós serena e confiadamente a proclamar as investigáveis riquezas de Cristo (Ef. 3, 8). Por causa da importância da palavra de Deus, somos chamados a dar prioridade pastoral absoluta à conservação cada vez mais eficaz e ao ensino do depósito da fé. A este respeito incita-nos constantemente São Paulo à vigilância apostólica: Conjuro-te diante de Deus e de Jesus Cristo que há de julgar os vivos e os mortos, e em nome da sua aparição e do seu reino: prega a palavra, insiste oportuna e inoportunamente, repreende, censura e exorta com bondade e doutrina (2 Tim. 4, 1-2).

Ao mesmo tempo, somos impelidos, como Bispos, a um profundo interesse pastoral pela sagrada disciplina comum à Igreja inteira (Cfr. Const. dogm. Lumen Gentium, 23). Requerem-se sensibilidade, para captar a atividade delicada e soberana do Espírito Santo na vida do nosso povo, e humilde compreensão desta atividade vir a completar-se de maneira especial graças ao ministério dos Bispos que, unidos com o Colégio episcopal inteiro e com Pedro sua cabeça, têm a promessa de ser assistidos pelo Espírito Santo, de maneira que possam conduzir efetivamente os fiéis à salvação”.

Desta feita, segundo o Evangelho de hoje, recai sobre o Bispo a tarefa de congregar a Igreja ao redor do seu cajado sob o impulso do Espirito Santo. “Apascenta os meus cordeiros, apascenta as minhas ovelhas” foi a palavra decisiva e efusiva de Jesus ao Apóstolo Pedro, primeiro Papa da Igreja. Apascentar as ovelhas é o dever imperioso do ministério do Bispo partilhado com seu clero. Apascentar é nada menos do que cuidar, favorecer que o rebanho não se perca e tampouco se extravie pelos caminhos do mal, do paganismo e da ausência do próprio Deus.

Neste primeiro dia do nosso tríduo de preparação à celebração do Grande Jubileu áureo a ser vivenciado no próximo domingo, elevemos a Deus nossa gratidão por sermos hoje a continuidade de uma missão estabelecida há 50 anos. Tantas histórias de alegrias, dores e sofrimentos, experimentadas pelos bispos, padres, religiosos, religiosas e consagradas, leigos e leigas, nestes tempos de grandes exigências.

A Igreja precisa ir adiante através de nós, batizados e batizadas, a fim de darmos continuidade a esta história bonita. Em 2041 vamos celebrar os 75 anos da Diocese e em 2066 será celebrada a grande festa dos 100 anos da Prelazia Diocese de Rubiataba e Mozarlândia, se Jesus não voltar até lá.

Como será nossa Igreja Diocesana em 2066? Quem será o Bispo que estará aqui para celebrar a grande festa? Certamente nascerá neste ano ou no ano que vem, Deus sabe!!! Certamente serão tempos muito diferente dos atuais. Espero em Deus que a heresia, o extremado relativismos, a centralidade do humano não tenha extenuado a fé e que a nossa região ainda continue habitada e cristã, visto que caminhamos para uma possível desertificação por falta de chuva e pela sanha do desmatamento e desrespeito à natureza. Assim como vivemos um êxodo rural medonho para as grandes cidades nas décadas de 70 e 80 na Diocese, quando nossa população diocesana minguou de quase 200.000 para 85.000 e agora estamos beirando os 110.000. Peçamos ao Bom Deus que não venha um amargo êxodo climático na nossa região que possa dizimar a vida e a sobrevivência nestes vales por falta de água e a crescente desertificação e o desaparecimento dos rios Araguaia e Crixás, como já ocorre com o Rio Tesouras.  Os seminaristas de hoje, que perseverarem, já velhos e cansados naquele ano de 2066, poderão dar o testemunho do momento atual que vivemos e testemunhar se confirmou nosso prognostico de medo ou se a ciência conjugada ás boas ações das pessoas foi capaz de colaborar com a natureza para que essa não entre em litígio com a sociedade humana que a massacra.

Que o Cristo Vivo, Senhor do Tempo e da História, seja o fundamento de nossa vida eclesial e que não nos percamos nos caminhos estranhos dos tempos atuais, tão nocivos à fé e à família. Sob os cuidados da Santíssima Virgem, a Senhora da Glória, nossa excelsa Padroeira, coloco a vida de nossos padres, religiosas e consagradas, lideranças leigas e o povo em geral para que juntos vivamos a fé, a esperança e a caridade e a vida do céu já aqui na terra através de nossos trabalhos pastorais, das ações litúrgicas e do exercício da misericórdia. Amém!

Servidores da Vinha do Senhor

28/04/2016

Caríssimos irmãos e irmãs, o tema central da 54ª Assembleia Geral da CNBB, ocorrida de 6 a 15 de abril de 2016, em Aparecida – SP, foi: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja e na Sociedade”, com o lema “Sal da terra e luz do mundo” (Mt 5, 13-14). Dos estudos e discussões do episcopado sobre o assunto tão relevante foi aprovado mais um documento dos bispos para iluminar o protagonismo do laicato na missão da Igreja em tempos tão exigentes. O Documento não trará grandes novidades, mas retoma a temática com renovado ardor, e acréscimo das decisões da V Conferência de Aparecida e disposições do magistério do Papa Francisco.

 

Desde os primórdios da era cristã, em virtude do batismo, os fiéis leigos e leigas, ocupam um lugar especial na ação missionária e evangelizadora da Igreja. Leigos, do grego laikos, derivado do termo laós, significa povo. O uso desses termos no início da Comunidade Cristã se referia aos membros do “povo eleito em Cristo” que passava a fazer parte da Igreja. Enfim, os fiéis leigos e leigos têm direito na Igreja, porque são a Igreja, nela vivem seu batismo e se alimentam da Palavra, da Eucaristia e praticam a caridade.

 

Com as grandes mudanças sociais e econômicas ocorridas na sociedade a partir do pontificado de Leão XIII (1878 a 1903), dá-se o início de maior valorização ascendente do laicato. Em 1929 o papa Pio XI cria Ação Católica, grande movimento de leigos e leigas que se espalha por todos os cantos da terra. Em 1935 o cardeal Sebastião Leme, do Rio de Janeiro, funda a Ação Católica aqui no Brasil com o objetivo de “salvar as almas pela cristianização dos indivíduos, da família e da sociedade”.

 

O papa Pio XII (1939 a 1958) protagonizou grande atenção ao laicato durante seu pontificado. Ativamente favoreceu os congressos do apostolado de leigos e outros eventos de similar natureza em Roma que serviram de base para o Concílio Vaticano II, convocado por João XIII (25/12/1961) e concluído por Paulo VI (08/12/1965). No referido Concílio os fiéis leigos e leigas foram tidos em grande conta, inclusive com a promulgação do Decreto “Apostolicam Actuositatem” sobre o apostolado dos leigos. Esse documento é a base de sustentação para a teologia e a ação pastoral coerentes do laicato católico, “verdadeiro sujeito eclesial” (Aparecida, 497a).

 

Não pode haver um antagonismo entre a hierarquia e o laicato, mas uma justaposição de comunhão e autoajuda. Cabe a nós sacerdotes ocupar nosso lugar e incentivar os leigos e leigas a ocuparem o lugar devido a eles na Igreja e na sociedade. Os fiéis esperam de nós pastores o abnegado serviço de acompanhamento, atendimento às confissões e à direção espiritual, o ofício da liturgia com objetividade e o nosso testemunho de santidade e pobreza. Espera-se do laicato a fecundação do mundo, através do testemunho cristão nos diversos ambientes onde os fiéis vivem e a santificação no trabalho que ajuda a transformar as realidades de injustiças e morte em ambientes de paz e vida. A família é o grande campo de ação dos fiéis leigos e leigas, onde a pessoa humana recebe sua primeira formação humana e cristã e os valores do Evangelho.

 

O Concílio Vaticano II compreendeu, de forma eloquente, a visão da Igreja fundada na comunhão e o princípio da autoridade e da hierarquia eclesiástica na perspectiva do serviço e doação. Desta feita, todos os cristãos batizados tem igual dignidade diante de Deus, chamados à vocação universal, à santidade (Lumem Gentium, Cap. IV). Sem a busca da santificação a Igreja fica reduzida a uma ONG (Papa Francisco).

 

As grandes reformas da Igreja, ao longo da história, foram protagonizadas com o empenho dos fiéis leigos. Nestes tempos nota-se o afastamento sistemático do homem de Deus. Outro fato é a inserção do hedonismo de forma avassaladora no modus vivendis das pessoas e a crise generalizada da cultura e das instituições que alcança também a Igreja. Diante dessa realidade, vemos levantar um grande número de leigos e leigas (inclusive jovens) que desejam ajudar a Igreja no alcance da autenticidade. Esses fiéis querem a Igreja como anunciadora do Evangelho e dos valores inalienáveis da fé e da família através da espiritualidade e do empenho na vivência dos sacramentos e da liturgia. Inegavelmente é um sopro do Espírito Santo na Igreja de nossos tempos.

 

“A Igreja tem recebido apoio de leigos e leigas competentes nos diversos setores da sociedade: professores, políticos, juristas, médicos, cientistas, sociólogos, psicólogos, profissionais em diferentes áreas e artistas de todas as artes. Brilham com sua competência, sua fé e seu humanismo, e contribuem com o desenvolvimento integral da humanidade e a missão evangelizadora da Igreja” (Instrumento de Trabalho do Tema Central, n° 39). A Igreja é solícita a todos e a todas que nas nossas comunidades rurais e urbanas, nos movimentos, nas pastorais, nos grupos de rezas e novenas e nos diversos serviços de evangelização e catequese fazem brilhar o amor e a misericórdia de Deus.

 

 

+ Adair José Guimarães
Bispo Diocesano

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