google-site-verification=t0RqaUFOILcT8EBxg1NEFiP7WVYlBg00uilQ2klT440 Bispo Diocesano apresenta carta de orientação para as eleições 2016 | Diocese de Rubiataba

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Bispo Diocesano apresenta carta de orientação para as eleições 2016

01/09/2016

Dom Adair José Guimarães, bispo diocesano, baseado na "Mensagem da CNBB para as eleições 2016", apresentou a diocese uma carta de orientação para todo povo de Deus, pastores e fiéis, sobre o pleito deste ano. Confira:

 

DOM ADAIR JOSÉ GUIMARÃES

 

 

 

Bispo da Diocese de Rubiataba/Mozarlândia

 

Orientações sobre as Eleições 2016

 

 

Aos membros do Clero Diocesano,

Às religiosas e pessoas de vida consagrada,

Às lideranças leigas e demais fiéis leigos e leigas.

 

 

                                   Amada Família Diocesana,

                                   Saudações em Cristo Jesus, Mestre Divino da Misericórdia!

 

                                  

                                   Em sintonia com a Igreja no Brasil apresento, a seguir, as orientações emanadas do Episcopado Brasileiro acerca das eleições municipais deste ano em todo o Brasil, com algumas considerações específicas nossas.

 

Confira na integra a Mensagem da CNBB para as eleições 2016:

 

                                   Considerando que nossa missão no âmbito da atividade política, como Igreja, é acompanhar esse processo em vista do bem comum, nesta Diocese de Rubiataba e Mozarlândia, orientamos aos nossos padres que os(as) candidatos(as) que porventura estiverem ocupando cargos de coordenação, ministérios e/ou outros serviços pastorais, não precisam ser afastados em razão de suas candidaturas, desde que não furtem ao dever de batizados de cuidar das coisas de Deus em primeiro lugar.

                                   Afastar os candidatos(as) de suas atribuições na Igreja, em razão das candidaturas eletiva dos mesmos, parece-nos dar a impressão de que a política é algo impuro, estranho e incompatível com a prática da fé que recebemos no batismo.  Aos fiéis que colocarem seus nomes para serem apreciados pelo povo, continuem com seus afazeres na Igreja com a mesma intensidade, sem deixar que a campanha política sobreponha aos deveres da fé que nos aponta a vida eterna. Evidente que os(as) candidatos(as) católicos(as) não devem aproveitar do espaço de seus afazeres pastorais para fazer campanha eleitoral. Esse equilíbrio faz a diferença.

                                   Faz-se necessário que aos candidatos(as) engajados na atividade pastoral recebam sólida formação dos pastores da Igreja sobre o que o Magistério da Igreja ensina em matéria da atividade política e sua relevância em favor do bem comum, sobretudo na promoção dos pobres e da cidadania das pessoas em geral. Cuidem os(as) candidatos(as) de linha de frente da Igreja para que sejam discretos na campanha eletiva e não usem as obrigações religiosas e pastorais para fazer política ou para se projetarem. Que saibam separar e distinguir bem os momentos de atuação na pastoral e na campanha política. Assim vamos integrar bem a FÈ e a VIDA e passar a mensagem de que é possível fazer política honestamente. Precisamos do testemunho de coerência e de santidade dos leigos e leigas, que abraçam a vida pública, tanto no período da campanha eleitoral, bem como no exercício do mandato.

                                   Em sintonia com o teor do texto da CNBB, exortar nossos fiéis candidatos a que se abstenham rigorosamente da prática de gastar seus bens pessoais em campanhas e rechaçar o crime e pecado grave da compra de votos. Precisamos acompanhá-los bem para que não se sintam abandonados pela Igreja e nem se tornem presas fáceis do mundo corrupto e corruptor, alojado nas estruturas e nos modos de conduzir a administração pública.                                   Na medida do possível, que se criem grupos de pessoas idôneas e de vida espiritual intensa, em acordo prévio com os candidatos, para que os acompanhem e orientem, quando eleitos (as), no exercício dos mandados.                  

                                    Enfim, dada a situação de descrédito crescente acerca da prática política não podemos, como Igreja, refluirmos da nossa delicada responsabilidade de colaborar com o processo de moralização do exercício da prática política. Nossa ajuda não inclui assumir a bandeira deste (a) ou daquele (a) candidato (a) ou partido, mas colaborar de forma objetiva com o acompanhamento dos fiéis candidatos (as) no processo de campanha e depois de eleitos (as). Nosso compromisso deve ser focado na preparação e acompanhamento dos candidatos e não meramente na campanha como tal. É preciso despertar e fomentar o verdadeiro sentido da atividade política como prática da caridade em vista do bem comum. A prática cristã nos motiva a isso.

                                   Tendo em conta a grandiosidade da Doutrina Social da Igreja, desde o Papa Leão XIII até nossos dias, desejo que possamos contribuir para o início de uma semeadura do bem no contexto desacreditado da ação política, parte constitutiva da vida humana e social.

                                   Em reunião do presbitério, decidimos que o subsídio de formação da consciência política que usaremos nesse período eleitoral 2016 é a Cartilha de Orientação Política do Regional Sul da CNBB, “O cidadão consciente participa da política”.

                                   Rogamos à Senhora da Glória, nossa excelsa padroeira, que interceda por nós e pelos fiéis de nossa Igreja Particular que abraçam a vida pública, a fim de que possamos dar glórias a Deus com a prática da Justiça e do bem em favor dos mais necessitados.

 

 

Mozarlândia, 23 de agosto de 2016

Santa Rosa de Lima, Padroeira da América Latina

 

 

 

Atenciosamente,

 

 

 

Dom Adair José Guimarães
Bispo de Rubiataba/Mozarlândia

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