google-site-verification=t0RqaUFOILcT8EBxg1NEFiP7WVYlBg00uilQ2klT440
 

Posts do fórum

Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Igreja
O Sacramento da Unção dos Enfermos confere ao cristão uma graça especial para enfrentar as dificuldades próprias de uma doença grave ou velhice. É conhecido também como o "sagra viático", porque é o recurso, o "alívio" que leva o cristão para poder suportar com fortaleza e em estado de graça um momento de trânsito, especialmente o trânsito à Casa do Pai através da morte.​O essencial do sacramento consiste em ungir a frente e as mãos do enfermo acompanhada de uma oração litúrgica realizada pelo sacerdote ou o bispo, únicos ministros que podem administrar este sacramento.​A Unção dos enfermos antes era conhecida como "Extrema Unção", pois só era administrada "in articulo mortis" (a ponto de morrer). Atualmente o sacramento pode ser administrado mais de uma vez, sempre que for em caso de doença grave.​ O que é a Unção dos Enfermos?É o sacramento que a Igreja dá ao cristão em estado de enfermidade grave ou velhice para atrair a saúde da alma, espírito e corpo.​ Quantas vezes um cristão pode receber o sacramento?Quantas forem necessárias, sempre que estiver em estado grave. Pode recebê-lo inclusive quando o estado grave se produz com recaída de um estado anterior pelo qual havia recebido o sacramento.​ Que efeitos tem a Unção dos enfermos?A unção une o enfermo à Paixão de Cristo para seu bem e o de toda a Igreja; obtém consolo, paz e ânimo; obtém o perdão dos pecados (se o enfermo não pôde obtê-lo pelo sacramento da reconciliação), restabelece a saúde corporal (se convém à saúde espiritual) e prepara para a passagem para a vida eterna.​ Fonte: ACI Digital
Unção dos enfermos content media
0
0
11
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Igreja
O mês de outubro é dedicado às missões. O Documento final da Conferência de Aparecida(DA) lembra que todo cristão deve ser um “discípulo missionário”. Mas o que isso significa? Discípulo quer dizer “seguidor”, ou seja, alguém que tem e segue um mestre. Era comum no tempo de Jesus as pessoas pagarem um mestre famoso para lhes ensinar a sabedoria. No entanto, não são os discípulos que escolhem Jesus, mas é o mestre quem chama aqueles que Ele quer. O discípulo é, antes de tudo alguém escolhido para fazer uma experiência de amor com Jesus. Nesse processo de intimidade vai, aos poucos, criando uma intimidade com o Senhor e Mestre, fruto de um encontro pessoal que se inicia no Batismo: ponto de início de toda espiritualidade cristã que se funda na Trindade. Desse modo “Deus nos atrai por meio da entrega Eucarística de Seu Filho” (DA 241). É preciso notar que “não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande ideia, mas através do encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva” (DA 243). Quando o mestre chama, chama para fazer uma experiência nova e definitiva! E chama para que? Para que, a partir da experiência de intimidade com Ele, sejamos enviados em missão. Apóstolo significa “enviado”. Os seguidores de Jesus eram discípulos ou apóstolos? Na verdade, no Evangelho, aparecem os dois termos (Mc 3, 13; Lc 6, 12-13; Mt 10,1-2; Jo 2,1; Mt 26, 20; Mc 14, 14; Lc 22, 14). O fato é que não se pode ser Apóstolo sem ser discípulo. E não tem sentido ser discípulo se não se tornar Apóstolo. Ou seja: não posso seguir Jesus se não for enviado em missão, nem posso ser enviado em missão se antes eu não me tornar discípulo Dele. O seguimento está em vista do envio. A missão não é um simples apêndice na vida da Igreja. Ao contrário, a Igreja nasceu missionária e foi justamente por isso que, pela força do Espírito Santo, pelo testemunho dos apóstolos e mártires ela chegou aos quatro cantos da terra. A missão está, por assim dizer, no DNA da Igreja. Todo aquele que foi batizado deve, portanto, ser um missionário. Mas ao contrário do que muitos pensam, evangelizar não se trata apenas de ir para uma terra distante anunciar o Evangelho a pessoas que não conhecem Jesus. Há uma missão bem mais árdua, desafiadora e necessária: evangelizar os que Cristãos que foram batizados, mas que ainda não se converteram, isto é, ainda não abraçaram a fé de verdade. São aquelas pessoas lá da sua casa, do seu trabalho, da faculdade, da escola... Pessoas que já ouviram o nome de Jesus, mas ainda não descobriram a riqueza do encontro pessoal com Ele. Quem vai evangelizar essas pessoas? Ora! Você! Sim! Você também é missionário no lugar onde você está, e nada melhor do que viver uma vida de santidade e testemunhar o amor de Deus para converter as pessoas. Mas atenção: santidade nada tem a ver com não pecar, mas o santo é um pecador que nunca se deixou vencer pelo pecado.   Mas e você, não está disposto a aceitar esse desafio também? Que tal se deixar tocar pelo Espírito e ser enviado em missão? Afinal, se você é batizado e faz parte da Igreja de Cristo isto já está no seu DNA! Padre Renato Oliveira
Discípulos e Missionários content media
0
0
7
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Igreja
Convidados para o Sacramento da Penitência Cardeal Orani João Tempesta Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ) O Sacramento da Penitência é o sacramento da conversão profunda, porque realiza, de maneira sacramental, o apelo de Jesus à conversão e o esforço de regressar à casa do Pai, do qual o pecador se afasta pelo pecado. Pode, também, ser chamado de Sacramento da Confissão, porque o penitente reconhece diante do sacerdote ser pecador e confessa os seus pecados, reconhecendo o delito e pedindo a santidade de Deus e a sua infinita misericórdia pelo perdão de seus pecados. Pode, ainda, ser chamado de Sacramento do Perdão, porque pela absolvição sacramental do sacerdote o penitente recebe da parte de Deus e da Igreja o perdão e a paz. Por fim, é chamado de Sacramento da Reconciliação, porque no ato de se confessar o pecador recebe o amor generoso do Pai e reconcilia-se com Deus, com a comunidade e com os irmãos. Durante a experiência das “24 horas para o Senhor” pedida pelo Papa Francisco, que veio se juntar aos “mutirões de confissões” que já existem em nossas Dioceses vimos como o povo veio buscar a reconciliação e o perdão. O abraço da Igreja anunciando o Pai Misericordioso que enviou o seu Filho para nos salvar trouxe a cada um a vida nova. É a experiência do perdão e da reconciliação que transforma as vidas. Aproximar-se do confessionário, depois de um acurado exame de consciência, é viver o apelo de Jesus à conversão e à penitência. Sim, uma conversão profunda de dentro para fora, do coração. O Catecismo da Igreja Católica no seu número 1432 ensina que “o coração do homem é pesado e endurecido. É necessário que Deus dê ao homem um coração novo (20). A conversão é, antes de mais, obra da graça de Deus, a qual faz com que os nossos corações se voltem para Ele: ‘Convertei-nos, Senhor, e seremos convertidos’ (Lm 5, 21). Deus é quem nos dá a coragem de começar de novo. É ao descobrir a grandeza do amor de Deus que o nosso coração é abalado pelo horror e pelo peso do pecado, e começa a ter receio de ofender a Deus pelo pecado e de estar separado d'Ele. O coração humano converte-se, ao olhar para Aquele a quem os nossos pecados trespassaram”. A praxe de confessar faltas ao sacerdote já estava em vigor no Antigo Testamento. O livro do Levítico mostra vários casos em que o perdão do pecado era realizado por meio de confissão. Um caso de confissão pública: “Aquele que se tornar culpado de uma destas três coisas (recusa de testemunho, contatos impuros, juramentos levianos), confessará o pecado cometido, e o sacerdote fará por ele o rito de expiação” (Lv 5,5s). Em outros casos a confissão era feita diretamente ao sacerdote, como em Lv 5,23-25: “Se alguém pecar recusando devolver ao próximo algo extorquido ou roubado, deverá restituir o valor ao proprietário respectivo. Depois levará ao Senhor, como sacrifício de reparação, um carneiro, sem defeito, do seu rebanho. Será avaliado segundo o valor estabelecido pelo sacerdote para um sacrifício de reparação”. Sabemos já que o perdão dos pecados reconcilia com Deus, mas também com a Igreja. Quando o sacerdote celebra o sacramento da Penitência, realiza o ministério do Bom Pastor, que busca a ovelha perdida; do bom samaritano, que cura as feridas; do Pai, que espera o filho pródigo e o acolhe ao voltar; do justo juiz, cujo julgamento é justo e misericordioso ao mesmo tempo. Ele é o sinal e o instrumento do amor misericordioso de Deus para com cada pecador, individualmente. A Igreja ensina que o confessor deve unir-se à intenção e à caridade de Cristo; ter respeito e delicadeza diante daquele que caiu; deve amar a verdade, ser fiel ao Magistério da Igreja e conduzir, com paciência, o penitente à cura e à plena maturidade. Deve orar e fazer penitência por ele, confiando-o à misericórdia do Senhor. (§ CIC 1466). O sacerdote também não pode fazer uso do conhecimento da vida dos penitentes adquirido pela Confissão. Este segredo, que não admite exceções, chama-se “sigilo sacramental”. A Igreja pede que pelo menos uma vez ao ano, na Páscoa do Senhor, nos confessemos e comunguemos. Aqui é necessário deixar bem claro que isto é o mínimo que se pede! Quem ama não dá o mínimo; procura dar o máximo. Assim, para um cristão consciente e que deseja ter uma vida cristã séria, seria bom confessar-se ao menos três vezes ao ano: pelo Natal, pela Páscoa e mais uma vez, entre a Páscoa e o Natal. Não nos esqueçamos que sempre que cometemos algum pecado mais grave é necessário recorrer ao Sacramento! Por isso, o fiel, ciente de que deve se confessar pelo menos uma vez por ano pela Páscoa da salvação, ao receber a absolvição deve ficar atento à fórmula da absolvição, quando o presbítero diz que o Pai das misericórdias é a fonte de todo o perdão e que Ele realiza a reconciliação dos pecadores pela Páscoa do seu Filho e pelo dom do seu Espírito, através da oração e do ministério da Igreja. Fonte: CNBB
Convidados para o sacramento da Penitência content media
0
0
8
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Palavra de Deus
Ele me acolheu num abraço de Pai No Evangelho somos convidados a descobrir o amor de Deus que se deixa encontrar por todos aqueles que a Ele recorrem em suas necessidades. Jesus vive em uma sociedade dividida entre os bons e maus, entre justos e injustos, entre pecadores e santos. Os mestres da lei, fariseus, doutores fazem parte de uma classe que se acha superior, muito mais próxima de Deus do que os outros. No entanto, de modo irônico, Nosso Senhor rompe com esses esquemas, não faz opção por esse aparentemente tão próximos de Deus, mas escolhe estar perto dos pecadores, cobradores de impostos, prostitutas, ou seja, daqueles tidos como pecadores e afastados de Deus. O critério para distinguir quem é santo e quem é pecador é a Lei, mas a Lei vivida ao modo dos fariseus, grupo que está em constante embate com Jesus. Jesus veio para cumprir a Lei, mas não ao modo dos fariseus, mas a Lei de Deus mesmo. E qual é a regra fundamental da Lei de Deus? O amor e a misericórdia. Por isso, Jesus conta a parábola do Pai Misericordioso, ou do Filho Pródigo (Lc 15, 1-32). Pensemos um pouco nos personagens desta narração: O filho mais novo: impetuoso, sonhador, aventureiro. Pede algo que não tem direito: a herança, que pertence, na verdade, ao primogênito. Vai além: o pai ainda está vivo, e com essa atitude o jovem mata o pai dentro de si. Vive sua aventura, mas ao final, cai no fundo do poço. Na solidão e na fome se lembra com saudade da casa do pai, de onde partiu e volta arrependido, com vergonha. Tem medo do pai não o aceita-lo como filho e quer ser um empregado. Talvez pense consigo: é isso que eu faria nessa situação. O filho mais velho: responsável com os negócios da família, mas carente internamente. Sente inveja do irmão, não sabe se alegrar nem perdoar e prefere fazer pirraça do lado de fora. O pai: sábio, respeita as decisões dos dois filhos. Não trata os dois do mesmo modo, mas trata cada um de modo particular, de acordo com as suas necessidades. Sofre com a dor da partida, mas não impede o filho de ir, sabe que se prendê-lo em casa nunca terá dele o respeito que merece. Sofre com a saudade do filho, perde noites em claro pensando onde estará seu caçula, senta-se na varanda olhando para a estrada à espera da sua volta, por isso, quando o filho desponta na estrada seu coração de pai já o vê. Age com a firmeza de um pai, mas com o carinho de uma mãe. Acolhe sem querer explicações desnecessárias. Já basta o tempo da saudade, não quer perder tempo com satisfações, desculpas, age com misericórdia e devolve ao filho sua dignidade. Mas não se esquece do filho mais velho: se foi ao encontro do mais novo na estrada, vai também ao encontro do outro do lado de fora da festa. Respeita a liberdade dos dois, mas age com misericórdia nos dois casos. Quantas vezes somos o filho mais novo! Quantas vezes “quebramos a cara”, fugimos da casa de Deus, deixamos o Pai a nossa espera. Quantas vezes descemos ao fundo da lama antes de nos lembrarmos que é na casa do Pai nosso lar! Mas quantas vezes somos o mais velho e na nossa arrogância escondemos o desejo que também nós tínhamos de ir embora viver uma aventura. Quantas vezes brigamos com o Pai por Ele ter agido com misericórdia com aquele infeliz que fez um monte de trapalhadas na vida e ainda assim consegue, na oração, atingir o coração de Deus. No entanto, não somos chamados a ser ou o filho mais novo ou o mais velho, pois temos um pouco de cada um. Na verdade, somos chamados a nos espelharmos no Pai, a sermos “misericordiosos como o Pai” que acolhe, age com firmeza sem deixar de lado a suavidade materna. Deus age conosco não apenas pela justiça. Ai de nós se Ele nos tratasse apenas com justiça! Antes, é misericordioso, inclinado a perdoar o pecado. Nesse tempo quaresmal, peçamos a graça de sermos “misericordiosos como Deus é misericordioso” e – olhando para o que cada um tem de bom - nos espelhemos no filho mais novo que volta para a casa do paterna, no filho mais velho que está perto do Pai e na própria misericórdia do Pai, que é sem limites.
Ele me acolheu num abraço de Pai content media
0
0
50
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Palavra de Deus
As Bodas de Caná 2º DOMINGO DO TEMPO COMUM Is 62,1-51 / 12,4-11 / Jo 2,1-11 Neste domingo, temos o terceiro momento da manifestação ou epifania do Senhor Jesus: o primeiro foi a visita dos Reis, depois o Batismo e hoje as Bodas de Caná. Toda liturgia deste domingo tem como pano de fundo a Revelação (epifania) do amor de Deus pelo seu povo. O profeta Isaías mais uma vez está na Jerusalém pós-exílica, destruída e humilhada, pobre e sem esperança. O povo parece estar cansado de promessas, pois Deus parece demorar. No entanto o profeta, como voz de Deus não pode se calar enquanto não for cumprido o que o Senhor prometeu: “por amor de Sião não me calarei, por amor de Jerusalém não terei sossego, enquanto não surgir nela como um luzeiro, a justiça e não se acender nela, como uma tocha a salvação” (Is 62,1). É preciso ficar claro para o povo que o Senhor é fiel a sua aliança e não esquece seu amor pelo seu povo. Essa relação é descrita como um amor esponsal, onde a esposa infiel (Jerusalém) e rejuvenescida pelo esposo (Deus) para que lhe seja tirada a humilhação (Is 62,4). O mais bonito é perceber que Deus não se fixa nas falhas do povo, mas quando este, após a humilhação, se volta para Deus, novamente se tornam “a alegria do Senhor” (Is 62,5). O mesmo amor, gratuito e compassivo é apresentado no Evangelho das Bodas de Caná, onde Jesus manifesta seu programa de vida. Antes de tudo é preciso compreender que este é o início dos sinais de Jesus. João, diferente dos outros evangelistas não descreve inúmeros milagres, mas apenas sete sinais de Jesus. O sinal é sempre uma ação do Senhor que tem por objetivo suscitar a fé dos discípulos e dos presentes. O cenário para o primeiro sinal não poderia ser mais perfeito: um casamento, uma aliança. Ao longo do Antigo Testamento, em muitos momentos, se descreve a relação de Deus com o povo por meio de uma aliança matrimonial (como na leitura de Isaías). O vinho é sinal de alegria e abundância do casamento. No entanto, estamos num casamento que falta vinho, falta alegria, carece de sentido. É dessa forma que se sinaliza a Antiga Aliança. O povo escolhido por Deus, que espera pelo messias está triste, desolado pela demora do Senhor em responder às suas promessas. A antiga aliança parece estar seca, vazia, como as talhas de pedra, que são seis, um número imperfeito (Jo 2,6). Note que não aparece o nome de Maria, mas se diz que “a mãe de Jesus estava lá” (Jo 2,1). Maria é porta voz do povo de Israel que permaneceu fiel a Deus e não desanimou das suas promessas, por isso ela, atenta aos sinais de Deus, percebe que o tempo exato chegou: a antiga aliança está vazia, mas o Messias já está presente e pode encher novamente as talhas. Se Maria percebe a falta do vinho, o chefe dos serventes não percebe nada do que se passa (Jo 2,9). É como os chefes do povo Judeu, que acomodados não veem a mudança dos tempos e a proximidade da presença de Deus. Os serventes estão dispostos a ajudar, como os discípulos haverão de ajudar o Messias a encher novamente as talhas do mundo com o vinho da salvação, não vinho ruim, mais o vinho da sétima talha, que é o próprio Cristo. Jesus diz que sua hora ainda não chegou. Então qual é a hora de Jesus? Sua hora é a hora da Cruz, o último sinal. Lá novamente estarão os mesmos elementos de Caná: Maria aos pés da Cruz e mais uma vez será chamada de a “mãe de Jesus”, a água transformada em vinho descerá do lado aberto como sangue e água. Também ao pedido da Igreja/Mãe o Senhor atende como carinho as preces dos filhos. É Ele mesmo que faz brotar para ela os diversos dons e carismas (1 Cor 12,4) como vinho novo de salvação. Em tudo Deus não se esquece do seu amor, mas continuamente o renova, mesmo quando a humanidade pecadora se afasta e arrependida pede para voltar. É este o rosto misericordioso de Deus que ama simplesmente por ser Ele mesmo o amor capaz de encher as talhas vazias de nossa alma com o vinho da alegria, da vida e da salvação. Pe. Renato Oliveira
As Bodas de Caná content media
0
0
20
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Palavra de Deus
BATISMO DO SENHOR Is 42,1-4.6-7 / Sl 28 / Atos 10, 34-38 / Lc 3,15-16.21-22 Desde toda eternidade Deus, em sua infinita bondade, traçou um projeto de salvação para a humanidade. Diante do pecado, resta apenas um vazio no coração do homem, pois se rompe a íntima união de Criador e criatura. Deus não desiste do projeto de amor misericordioso, mas prepara com carinho um caminho de vida para que, um dia, o que foi rompido pudesse ser reatado. Com a celebração do Batismo do Senhor a Igreja recorda o segundo momento da epifania, ou da manifestação do Senhor, não mais no presépio de Belém, mas agora nas águas do Rio Jordão. Mas, como tudo no projeto de Deus é preparado com carinho, já no Antigo Testamento o povo de Deus vai percebendo os traçados do mapa da Salvação. O trecho do Profeta Isaías que temos na Liturgia deste domingo trata de um período muito difícil para o povo: os judeus exilados estão desorientados e frustrados. O profeta Ezequiel anunciou a libertação, mas quando ela virá? A promessa está demorando e será que Deus se esqueceu de ter piedade de seu povo? A mensagem de Isaías destina-se a consolar o povo e trazer esperança. O povo sofre sim, mas haverá um momento de redenção. É assim que aparece no livro do profeta quatro cânticos do Servo de Deus. O que temos hoje é o primeiro cântico, que tem como tema a eleição e missão do Servo testemunhada pelo próprio Deus. Mas quem é este servo? É um instrumento usado por Deus para atuar no mundo. Nele Deus põe seu Espírito (Is 42,1) para que haja em nome de Deus sendo luz das nações, abrindo os olhos aos cegos, tirando os cativos da prisão (Is 42,7). Tudo isso o servo fará com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder da força (Is 42,3).Cada batizado também é escolhido para ser servo e instrumento de Deus. Será que hoje os cristãos têm essa consciência? O Evangelho é o testemunho de um encontro: Jesus e João Batista. Quem é João? É uma voz que grita no deserto para que o caminho do Senhor seja preparado (Jo 1,23). É o precursor, o que corre à frente, o último profeta que fecha as portas do antigo tempo para dar lugar ao novo. Como cantamos no Tão Sublime: “pois o antigo Testamento deu ao novo seu lugar”! A Judeia estava dominada pelos romanos e o povo aguardava uma providência de Deus. Naquele tempo o povo estava na expectativa pois sabiam que o tempo previsto por Deus para a libertação estava próximo. Haviam muitos agitadores, pessoas que se diziam messias, por isso o povo quer saber se João não é o esperado (Lc 3,15). No entanto, ele mesmo testemunha que virá um outro de quem ele não é digno nem de desamarrar as sandálias (Lc 3,20), um gesto de escravo, pois a tradição proibia até mesmo que um discípulo desamarrasse as sandálias do seu mestre. João se coloca, desse modo, como um escravo do Messias. O próprio fato de João batizar não era novidade, pois o povo estava acostumado com a tradição judaica dos ritos de purificação. Mas João dá um novo tom ao rito ao fazê-lo como preparação de uma comunidade para a chegada do Messias. Quando Cristo desce às águas do batismo o céu se abre, o céu se une a terra, pois Jesus vem reconciliar o homem com Deus. Do céu desce uma pomba, o Espírito de Deus, cumprimento da profecia de Isaías onde Deus punha seu espírito no servo escolhido (Is 42,1). É interessante notarmos que no início da criação o espírito pairava sobre as águas e agora, quando Cristo é batizado, inicia-se o tempo da nova criação. Por fim, o próprio Deus dá testemunho do seu ungido: eis meu filho amado (Lc 3,22), cumprimento mais uma vez da profecia de Isaías “nele se compraz minha alma” (Is 42,1). era necessário que Cristo fosse batizado, pois o batismo era de arrependimento para os pecadores. No entanto, se o Filho de Deus entra na fila dos pecadores é para que o homem tenha acesso as fileiras da salvação. A água purifica as impurezas do corpo, mas Cristo torna pura as águas do batismo que limpam a alma do homem. Por fim, Pedro, nos Atos dos Apóstolos confirma o projeto de Deus. Trata-se de uma catequese na casa de Cornélio, um pagão que quer se converter a Cristo. Pedro começa a entender que a proposta de salvação é para toda humanidade, não apenas para um grupo de pessoas. O batismo é porta da salvação, e nos faz filhos e filhas de Deus. Não obstante seja esta uma graça imensa, muitos renegam o dom precioso que receberam. Desde toda eternidade Deus nos quis como filhos seus, mas é preciso que correspondamos ao apelo de Deus dando lugar para que Ele purifique nossa vida de todo pecado e preencha todo vazio. Padre Renato Oliveira
BATISMO DO SENHOR content media
0
0
6
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Palavra de Deus
Epifania do Senhor Leituras: Is 60,1-6 / Sl 71 / Ef 3,2-3a.5-6 / Mt 2,1-12 “As nações de toda terra, hão de adorar-vos ó Senhor!” Sl 71 Neste domingo celebramos a Epifania do Senhor. Na noite santa do natal, na pequena gruta de Belém apenas Maria, José, os animais e alguns humildes pastores testemunharam o momento que Deus feito homem cruzou os umbrais do portal da humanidade. Agora, o mistério “que Deus não fez conhecer as gerações passadas” (Ef 3,5) é revelado a todas as gerações, a todos os povos, desde o oriente até o ocidente, representados nos magos do Evangelho. A cidade de Jerusalém, construída no alto do monte Sião, conservava um privilégio: as construções de pedras brancas, à luz do sol da manhã, resplandeciam e brilhavam de forma intensa. No entanto, após o exílio, a cidade na qual o profeta Isaías profetiza na primeira leitura não conserva mais o brilho de antigamente, mas está praticamente deserta e com uma população pobre que precisa reconstruir a cidade, suas praças e seu templo. O povo está desanimado e sem esperança. No entanto, Isaías lembra ao povo das promessas de Deus. Ele mesmo vai trazer a salvação definitiva para o povo: uma luz nunca antes vista, mais resplandecente que a luz do sol ao bater nas pedras da cidade (Is 60,5). O brilho será tão grande que haverá de atrair os olhares dos povos vizinhos para o pequeno e esquecido povo de Judá (Is 60,6). É um embate eterno entre a Luz de Deus e as trevas do pecado. E hoje, quais as trevas que precisam ser iluminadas pelo Messias? Tudo que Isaías prometeu ao povo é cumprido no texto do Evangelho, que se trata de uma catequese de São Mateus direcionada ao povo Judeu em que podemos destacar três elementos. Primeiro insiste em dizer que a cidade é Belém. Fala disso três vezes (v. 1,5,8). Esta é a cidade de Davi, o grande Rei do povo de Israel. Jesus é da mesma cidade e descendência de Davi. Segundo elemento é a estrela. A tradição judaica anunciava o Messias como uma estrela que surge no meio de Jacó (Nm 24,17). É a estrela que atrai os povos estrangeiros. Em terceiro lugar se destacam os Magos, que representam os povos estrangeiros citados por Isaías que se põem a caminho de Jerusalém com seus tesouros. No Evangelho há também um paradoxo, duas atitudes frente o Messias: Herodes e Israel rejeitam o Messias, ficam perturbados (Mt 2,3) enquanto os pagãos adoram o Mistério de Deus (Mt 2,11). Fica a pergunta: e você, de que lado está? Por fim, São Paulo fala sobre o Mistério de Deus que se revela. É o mesmo Mistério profetizado e esperado na primeira leitura e que foi revelado no Evangelho. A novidade é que também os pagãos são admitidos à mesma graça e associados à mesma promessa (Ef 3,6). A celebração da Epifania é a certeza de que Deus, imenso em seu mistério, consegue a cada momento surpreender a humanidade fazendo-se pequeno e revelando sua bondade a todos os povos. No entanto, o mistério revelado precisa ser testemunhado com uma vida vivida na luz que ilumina os povos. Pe. Renato Oliveira
Epifania do Senhor content media
0
0
1
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Família
A Igreja sempre cuidou da família. Por um lado, por acreditar ser ela não apenas a célula mater da sociedade e o santuário da vida, mas também a “Igreja doméstica” (Constituição Dogmática Lumen Gentium, n. 11). E, por outro, porque está convencida de que “o bem-estar da pessoa e da sociedade humana e cristã está intimamente ligado com uma favorável situação da comunidade conjugal e familiar (Constituição Pastoral Gaudium et Spes, n. 47). Logo no início de seu pontificado, o Papa São João Paulo II publicou uma Exortação Apostólica sobre a família, como conclusão, precisamente, dos temas tratados e um Sínodo de Bispos sobre a família. Nela, ele afirma com convicção que a evangelização depende essencialmente da saúde espiritual dessa instituição, porque, “onde uma legislação antirreligiosa pretende impedir até a educação na fé, onde uma incredulidade difundida ou um secularismo invasor tornam praticamente impossível um verdadeiro crescimento religioso, aquela que poderia ser chamada “Igreja doméstica” fica como único ambiente, no qual crianças e jovens podem receber uma autêntica catequese» (Papa São João Paulo II, Exortação Apostólica Familiares consortio, n. 52). Parafraseando o antigo provérbio: “torna-te o que és”, São João Paulo II empregou nesse documento a frase: “Família, torna-te aquilo que és”, ou seja, sejas aquilo que a Verdade sobre si, apoiada na Revelação divina, diz o que és e o que estás chamada a ser no mundo. A “moral de situação”, que não se apoia na Verdade revelada por Deus, mas nas situações e tendências que prevalecem no momento histórico, proclama o provérbio inverso: “sê aquilo que te tornaste”. Com toda certeza, a Igreja deve dialogar com a cultura moderna, mas sem perder as suas características transcendentais, sem cair na tentação de mundanizar-se, sem diluir a sua mensagem profunda por medo de ser rejeitada pela cultura moderna ou fazer-se acolher por ela. A Igreja católica não evolui com a história humana – tão mutável e contraditória – ela tem uma dinâmica intrínseca de desenvolvimento, um DNA diferente. Ela é Verdade imutável, Fonte de Vida e Caminho de salvação. Características herdadas do seu próprio fundador: Jesus Cristo. E Ele deu a ela – sua esposa – a ordem de evangelizar a humanidade, não ser moldada por ela; de guiar os homens, não ser guiada por eles; de santificar a história, não ser desenvolvida por ela. Os ensinamentos da Igreja são permanentes e universais, já que se baseiam em duas realidades imutáveis: a natureza humana criada por Deus e as verdades eternas reveladas por Jesus Cristo. Se esses ensinamentos soam estranhos e inacessíveis para muitos, é porque muitos perderam contato com tais ensinamentos. O desafio da Igreja é, portanto, saber porque ocorreu esse divórcio com os ensinamentos da Igreja e de que forma ela pode curar as feridas da sociedade contemporânea e reconduzir o comportamento dos cristãos à pureza dos costumes e à integridade da doutrina que foram por eles abandonados, para devolver ao mundo a saúde perdida sem se deixar contagiar pela sua doença. Só se pode eliminar o mal utilizando-se de medicamentos corretos e extirpando as raízes perversas que o produziram. Fonte: http://www.presbiteros.com.br/site/familia-instituicao-em-crise/#_Toc429557454
A Igreja e a família content media
0
0
25
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Família
A família, como todas as realidades humanas, existe em estado de construção. Elemento fundamental nesta construção cotidiana, segundo nosso Papa Francisco, é “um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar.” (AL 325). Desejo fazer ressoar algumas características do amor familiar, apresentado no recente documento do Papa “sobre o amor na família”. O capítulo quarto da referida Exortação Apostólica (AL 89-119) traduz para a realidade familiar, na sua concretude, o “hino à caridade”, de São Paulo (cf. 1 Cor 13,4-7).​ O amor familiar é paciente. Os relacionamentos familiares não podem ser impulsivos e levados à agressividade. Sem cultivarmos a paciência, conscientemente escolhida, sempre acharemos desculpas para responder com ira e “a família tornar-se-á um campo de batalha” (AL 92).​ O amor é benfazejo, deseja o bem do outro, do cônjuge, dos filhos, dos pais. Não é apenas um sentimento passivo, mas tem o sentido de “fazer o bem”. Assim, continua o hino, a inveja é contrária ao amor. A felicidade de um membro da família traz alegria a todos. Sempre o amor cria espaço para a realização do outro. Daí que, também, não condiz com a arrogância e o orgulho. Quem ama não deseja ser o centro, fala pouco de si. É triste quando, no seio familiar, existem atitudes arrogantes de alguém, que por falta de humildade, despreza ou quer dominar os outros. A lógica da competição e do domínio, que tanto mal faz à sociedade, não pode se reproduzir na família. Ouçamos o que diz São Paulo: “Revesti-vos de humildade no relacionamento mútuo.” (1 Pd 5,5). ​A amabilidade faz a família ser um lar, um lugar prazeroso de viver. Ela se expressa de muitas maneiras: no olhar, nos gestos, no silêncio e nas palavras. A amabilidade procura não ferir o outro membro da família. Aprendendo a calar e ouvir, mais do que falar, nos torna tolerantes e respeitosos diante das diferenças. “A pessoa que ama é capaz de dizer palavras de incentivo, que reconfortam, fortalecem, consolam, estimulam. […] Não são palavras que humilham, angustiam, irritam e desprezam.” (AL 100). Este é o amor, que “não procura o próprio interesse” (v.5), supera a justiça e transborda gratuitamente “sem esperar coisa alguma em troca” (Lc 6,35).​ Talvez, um dos maiores desafios dos relacionamentos familiares é a capacidade de perdoar. O amor “não leva em conta o mal sofrido” (v.5). A indignação é saudável, pois impulsiona a lutar contra a injustiça, mas alimentar agressividade interior torna-se fonte de doenças e isolamento. Por isso, diz o Papa, “nunca permitais que o dia em família termine sem fazer as pazes.” (AL 104). O remédio é o perdão, que procura compreender a fraqueza alheia, sabendo que para tal é necessário uma boa dose de sacrifício. Assim, o amor “tudo desculpa” (v. 7). Ao reconhecer a própria imperfeição, consegue-se compreender as fraquezas dos outros. Assim, sabe guardar silêncio perante os limites e mostra, em sua fala, preferencialmente as virtudes ao invés das fraquezas do outro.​ Ainda, o amor é fonte de confiança nos seio familiar, pois “tudo crê” (v.7). Deixa livre e não quer possuir e dominar. Esta atitude torna possível a sinceridade e transparência, tão importantes, por exemplo, na educação dos filhos.​ O amor “tudo suporta” (v.7). Não se trata de resignação, mas manter-se firme em meio a situações não favoráveis. Manter os valores. Nunca desistir. Cremos que a força do amor pode vencer qualquer mal que ameaça a família.​ Enfim, o amor “tudo espera” (v.7). A esperança sempre se mantém viva. É sempre possível crescer e melhorar. O amor é, então, a base da convivência familiar, a ser cultivado todos os dias.​ Por Dom Adelar Baruffi – Bispo de Cruz Alta
Cultivar o amor na família content media
0
0
60
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Família
Que tipo de vida espiritual você quer para os seus filhos e como pretende transmiti-la a eles?​A espiritualidade na vida familiar é uma grande ferramenta para viver com maior plenitude e dar à vida um sentido transcendente.​Apresentamos, a seguir, uma série de dicas muito concretas e práticas que podem servir de apoio para os pais de família, educadores, catequistas e para todas as pessoas envolvidas na formação integral, precisamente para “formar” esta espiritualidade em todos os membros da família:​ 1. Revise suas próprias crenças. Pergunte-se quão convencido você está daquilo em que crê, do que professa e em que grau você o pratica. Pergunte-se que tipo de vida espiritual você quer para os seus filhos e como lhes dará isso. Lembre-se que o exemplo e o que os seus filhos veem são os fatores que mais educam. Você vai à Missa aos domingos? Reza com frequência? Vive constantemente na presença de Deus?​ 2. Inclua a espiritualidade na vida dos seus filhos desde cedo. As crianças muito pequenas não compreendem quem é Deus, mas se você lhes falar dele, começarão a se familiarizar e a conhecê-lo. Conte-lhes a história sagrada em forma de conto; fale da vida dos santos; reze com os seus filhos.​ 3. Aproveite as atividades da vida cotidiana para ensiná-los a viver uma espiritualidade natural e espontânea. Ensine-os a agradecer por tudo o que têm: pais, amigos, avós, cachorro, talentos… Ensine-os a dar aos que têm menos, a compartilhar, a amar.​ 4. Dê aos eventos sagrados toda a importância que merecem: Batismo, Primeira Comunhão, Confirmação… Destaque a grandeza que eles merecem, ensine que o mais importante é receber a graça de Deus e que é por isso que preparam um evento bonito, alegre, com todos os amigos e familiares. Mostre que tais momentos precisam de preparação e alegria, porque Jesus é o melhor que há. Você, como pai ou mãe, precisa estar convencido(a) disso para poder transmitir essa alegria, esse amor, essa importância.​ 5. Apoie-se em instituições, pessoas ou catequistas que possam colaborar com você nesta formação espiritual. Recorra à sua paróquia, onde certamente haverá algum movimento bem estabelecido que lhe dê todos os elementos para alcançar isso com maior facilidade, conseguindo torná-lo interessante.​ 6. Faça que tudo isso seja divertido, atraente. Que realmente gostem. Adapte a informação e a formação à idade dos seus filhos. Atualize-se: que seus comentários e exemplos se adaptem ao que eles vivem, escutam, percebem… Que não vejam a espiritualidade como algo do passado, coisa de velhinhos, que não tem relação nenhuma com sua vida. Pelo contrário: que a vejam como a arma maravilhosa que dá sentido às suas vidas.​ 7. Ensine-os uma forma simples de orar. Que conversem com Deus como conversam com um amigo. Que vejam Jesus como seu confidente, seu melhor amigo. Que reconheçam que Jesus pode escutá-los, ajudá-los, levá-los a ser melhores.​ 8. Confira um caráter “espiritual” a todas as festividades religiosas. Procure fazer um contrapeso com tanto materialismo e comercialização apresentados pela sociedade. O Natal é importante porque é o nascimento de Jesus. A Páscoa é importante porque Jesus ressuscita… E assim em cada festividade: preencha-as de conteúdo espiritual, sem tirar os presentes, a diversão. Que seus filhos entendam que é tudo bonito porque se tem Deus. 9. Com os jovens, aproveite suas inquietudes intelectuais, sua capacidade crítica, seu comportamento rebelde, para que estudem, aprofundem, pesquisem e finalmente se convençam da grandeza de Cristo. É preciso desafiá-los para que percebam que Jesus é quem dará sentido às suas vidas.​ 10. Tudo isso com um grande amor e respeito pelos nossos filhos, porque eles são merecedores do grande amor de Deus. Precisam conhecê-lo, senti-lo, amá-lo. Como pais católicos, este é o nosso dever e nosso compromisso com Deus.​ (Artigo publicado originalmente por Desde la Fe)
Dicas para formar a espiritualidade na família content media
0
0
10
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Família
Se alguém lhe dissesse que há algo que você pode fazer para garantir que seu casamento dure a vida toda e que isso só lhe tomaria cinco minutos por dia, você faria? Bom, rezem juntos todos os dias, isso é tudo!​Casamento não é só um casal, mas uma trindade. A terceira pessoa é Deus e temos que permitir que Ele seja parte integrante dessa união para que ela seja saudável.​Existem muitas maneiras esplêndidas de rezar, mas eu lhes apresento uma oração transformadora para os casais que espero que levem em conta. Tenho visto resultados profundos em vários retiros de casais que eu tenho o privilégio de dirigir. Considere esta oração como um presente para você e para sua (seu) amada (o). Convido-os a rezar juntos.​ Preparativos e conselhos: Lembrem-se de rezar lentamente, abraçados ou de mãos dadas e olhando nos olhos durante a oração. Pode fazê-lo! E não tenham medo de conversar um com o outro antes ou, melhor ainda, depois de orarem juntos. Basta falar por falar e estar presente um ao outro.Sugiro que, durante a oração, os casais tentem se lembrar da primeira vez que se viram e do dia do casamento. Ele ou ela continua sendo a mesma pessoa.​ A oração que transforma casamentos:Querida Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo! Obrigado pelo profundo dom do sacramento do matrimônio. Obrigado pelo magnífico presente que é minha (meu) esposa (o), a quem Sua prefeita providência planejou para mim desde toda a eternidade. Permita que eu  sempre a (o) trate com realeza, com toda a honra, respeito e dignidade que ela (ele) merece.​Ajude-me, Senhor meu, a ser generoso em meu casamento, para dar tudo à minha (meu) esposa (o), sem esconder nada, sem esperar nada em troca, reconhecendo e agradecendo por tudo o que ela (ele) faz por mim e por nossa família. É muito!​Por favor, fortaleça e proteja nosso casamento, assim como todos os outros. Ajude-nos a rezar juntos todos os dias. Permita que confiemos em Ti todos os dias da forma que o Senhor merece. Por favor, faça que nosso casamento seja frutífero e aberto à Sua vontade no privilégio da procriação e no cuidado com a vida. Ajude-nos a construir uma família forte, segura, amorosa, cheia de fé, uma Igreja doméstica.​Querida Santíssima Virgem Maria, confiamos a ti nosso casamento. Acolha a nossa família sempre debaixo de seu manto. Temos plena confiança em ti, Senhor Jesus, porque sempre estás conosco e busca constantemente o melhor para nós, trazendo todo o bem, inclusive a cruz que o Senhor permitiu em nossas vidas.​Querida (o) (nome do cônjuge): Você e eu somos um. Prometo que sempre vou te amar e ser fiel, nunca te abandonarei, daria minha vida por ti. Com Deus e contigo em minha vida eu tenho tudo. Obrigado, Jesus! Nós te amamos.​ O mundo precisa dos testemunhos de casamentos fortes e bonitos, está ansioso por esta luz. Devemos criar uma cultura que incentive o casamento e a família. Estas palavras devem ser ditas com reverência: O casamento e a família são sacramentos sagrados do Amor inestimável de Deus para o mundo.​“Assim, o que Deus uniu, o homem não separe”. (Marcos 10, 9-10)​Nunca permita que nenhuma pessoa ou qualquer outra coisa inferior a vocês lhes separe. Deus é com vocês, Deus é amor, o casamento é amor e o amor perdura sobre tudo o que vier, não chegará seu fim (Ler Coríntios 13, 7-8).Sejamos agradecidos a Deus pelo dom de nosso cônjuge, somos chamados a ser um só agora e para a eternidade.O senhor os abençoes e lhes faça um casamento santo no amor. Artigo e oração extraídos de Pildorasdefe.net
A poderosa oração que está transformando os casamentos content media
0
0
33
Padre Renato Oliveira
21 de fev. de 2017
In Vocação
“Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom! Eterna é a sua misericórdia” (Sl 117). De fato, ao contemplarmos a grandeza do sacerdócio, não pode haver outro clamor em nossos corações a não ser este: damos graças a Deus de bondade pois ele derramou sobre a humanidade inteira a graça da misericórdia infinita e “com misericórdia elegeu” homens para o santo serviço do altar. Sacerdote, retirado do povo, para o povo – A carta aos Hebreus recorda que “todo sumo sacerdote, tirado do meio dos homens, é constituído em favor dos homens nas coisas concernentes a Deus”. Veja: o padre foi retirado do meio do povo! Ou seja, do solo sagrado de uma comunidade Deus o chamou! Foi constituído ministro do Senhor para “oferecer dons e sacrifícios pelos pecados”. Nunca se pode esquecer que o padre é constituído ministro em favor dos homens sim, mas “nas coisas concernentes a Deus”. O que é o padre senão o homem perito nas coisas de Deus? Sacerdote, homem da misericórdia – A carta aos Hebreus continua: “a sua função é oferecer dons e sacrifícios pelos pecados. É capaz de ter compreensão por aqueles que ignoram e erram, pois também ele mesmo está rodeado de fraquezas”. O sacerdote é o homem da misericórdia! No confessionário haverá de tocar o solo sagrado e ferido do coração de tantos homens e mulheres, dilacerados pelos pecados, as vezes bem menores que os próprios pecados! Naquele momento o sacerdote é ponte entre o céu e a terra, entre a misericórdia infinita de Deus e o coração dolorido do penitente! Como o samaritano, também o sacerdote é chamado a se aproximar e curar as feridas da alma com o azeite do Espírito do amor de Deus, fazendo isso porque o “sacerdote é o amor do Coração de Jesus”.Deus “olhou com misericórdia e o elegeu”. Também o sacerdote é rodeado de fraquezas. No entanto, mesmo sendo um instrumento insuficiente, Deus, por misericórdia o escolhe e derrama sobre ele a graça da unção para ser no mundo testemunha da bondade do Senhor. Sacerdote homem da Eucaristia – Tomé era chamado Dídimo. Por ironia, Dídimo significa “o que nasceu do mesmo parto”, ou seja, gêmeo. Todos nós, inclusive os sacerdotes, somos “gêmeos” de Tomé na pequenez de nossa fé. Ainda mais os que, tão de perto, tocam os mistérios de Deus. Tomé duvidava e queria tocar as chagas de Jesus. Na celebração da Missa o padre pode repetir este gesto do Apóstolo quando, pela imposição das mãos e pela voz, mais uma vez Deus se fizer presente na terra! Como é impressionante o fato de que, a partir da ordenação, o Cristo Jesus obedeça a voz do consagrado para o Espírito Santo descer e santificar as espécies do pão e vinho. Neste sublime momento da consagração, mais uma vez, como Tomé, o sacerdote pode tocar o lado aberto, o coração ferido de amor de Nosso Senhor. O sacerdote é o homem da Eucaristia! Deus se utiliza de sua fraqueza para realizar o maior de todos os milagres que pode haver na terra! Isso é não motivo de vaidade, mas de profunda humildade, pois o padre é apenas a ponte que liga as duas margens do rio, ou o farol que ilumina a noite escura, sendo que a luz é o próprio Deus. Se somos “gêmeos” de Tomé na incredulidade, sejamos também na fé que ele professa: “meu Senhor e meu Deus!” Sacerdote, homem da Palavra -   “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura”. Nos Atos dos Apóstolos vemos as palavras e obras de Pedro, o mesmo discípulo fraco na fé, que negou Jesus por três vezes, agora inflamado pelo Espírito Santo e capaz de anunciar Jesus a multidão de Jerusalém! O sacerdote é também o homem da Palavra de Deus, profeta que empresta os lábios para que Deus fale através dele para que “cresça sempre mais o número daqueles que aceitam a fé! ”. Sacerdote, filho de Maria – Por fim, não podemos deixar de lembrar as palavras de Deus ao profeta Jeremias: “antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia. Antes do teu nascimento eu já te havia consagrado e te havia designado profeta das nações! ”. O sacerdote nunca pode se esquecer que foi gerado no ventre de uma mãe. Os pais geram para a vida, a Igreja gera para o ministério! O sacerdote não pode se esquecer nunca que é um filho amado de Nossa Senhora! Aos pés da cruz, na pessoa de João, o discípulo amado, estávamos todos nós batizados, e de forma ainda mais especial os sacerdotes!   Louvamos e agradecemos a Deus de bondade, fonte da vida e rico em Misericórdia, que continua a enviar operários para sua messe! O Padre é homem da misericórdia, da Palavra, da Eucaristia e filho de Nossa senhora. Como diz uma antiga canção “sacerdote sal da terra, sacerdote Luz Mundo, assim falou Jesus. Sacerdote em vão procuro outra missão maior do que a tua, maior do que a tua é só o próprio Deus! ”. Que assim seja! Padre Renato Oliveira
OLHOU COM MISERICÓRDIA E O ELEGEU content media
0
0
32
Padre Renato Oliveira
Colaborador
Mais ações